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Opinião: Razões para trocar o Facebook pelo Google+

Pode o Google+ roubar usuários do Facebook? A julgar pelos novos recursos e pela integração com as ferramentas essenciais da Google, sim.

Quando alguém pergunta “pode o Google+ vencer o Facebook?”, essa pessoa está, na verdade, revelando que não entendeu direito a questão. Não se trata do confronto entre um site e outro: o Google+ é mais que isso. A razão pela qual o Google chama o Google+ de “ projeto” é que o Google+ vai se tornar uma peça fundamental em tudo que existe com a marca Google. Ele vai reformular a
empresa inteira. Portanto, a verdadeira questão é: “Pode a Google vencer o Facebook?” Dito desta forma, a competição parece muito mais intensa.

O Facebook, é claro, leva uma vantagem enorme, mas há boas razões – nove, pelo menos – para que as pessoas considerem seriamente trocar o Facebook pelo Google +.

1. Integração com serviços do Google

O maior apelo que a Google tem para atrair as pessoas rumo ao Google+ é a integração. Ou seja, a Google vai construir recursos e ferramentas Google+ em quase todos os seus atuais serviços online, de pesquisas a vídeos. O Google + já está aparece na barra de navegação no canto superior direito de quase todos os produtos Google, o que permite que você monitore todos os eventos Google+ (atualizações, mensagens, etc.), além de compartilhar conteúdo com amigos, sem nunca abandonar o serviço Google que estiver usando.

Milhões e milhões de pessoas usam os serviços gratuitos do Google (Gmail, Docs, Busca, etc.). E, com o Google+ tão ligado a eles, vai parecer tolice abrir algum outro site (como o Facebook) para trabalhar com sua rede social.

2. Gestão do “melhor amigo”

A Google acredita que o conceito de círculos (“Circles”) tem mais a ver com nossa forma de fazer amigos na vida real. Todos nós mantemos vários graus de amizade e costumamos interagir com nossos vários amigos de maneiras muito diferentes. O recurso Grupos do Facebook até permite formar grupos de amigos. Mas, se comparado com a forma como isso é feito no Google+, o jeito arranjado pela rede social de Mark Zuckerberg parece complicado. Afinal, o recurso Grupos do Facebook grupos é bastante novo e foi “construído sobre” algo existente, ao passo que os “círculos” de amizade são a base da plataforma Google+.

3. Um app móvel melhor

Se você usa o sistema Android, vai perceber que enviar conteúdo do celular para a plataforma social é mais fácil, claro e funcional com o app móvel do Google +. O aplicativo já é ótimo, mas pode acreditar que a Google vai procurar mais e mais maneiras de fazer de seu Android uma interface transparente para a plataforma Google+. E já está em produção o app para o iPhone… =)

A Google espera usar sua imensa base de usuários do Android como uma ponta de lança contra o Facebook, cujo app móvel, embora tenha boa aparência, sofre com uma usabilidade meio desajeitada.

4. Encontrar coisas para compartilhar é mais fácil

O recurso Sparks do Google+ é outro diferencial importante em relação ao Facebook. O Spark consiste na exploração, pela Google, do potencial de seu motor de buscas de uma forma que o Facebook não pode fazer – dar aos usuários uma fonte imediata de informação relevante para compartilhar com os amigos.

Como o Facebook não tem motor de busca, seus usuários precisam sair do site caso queiram encontrar dados compartilháveis – ou esperar que seus amigos a compartilhem. A pergunta “como posso encontrar coisas para compartilhar” é imediatamente respondida com o Sparks.

5. Você pode ter seus dados de volta

O Facebook é conhecido por seu fraco empenho em zelar por dados pessoais. Você é forçado a tornar “públicas” certas partes de seus dados pessoais, por exemplo, e é muito difícil excluir permanentemente seu perfil no Facebook.

A Google, por outro lado, permite que você pegue todos os dados que você depositou no Google+ e vá embora. Isto é feito através de uma ferramenta chamada “Liberação de dados” (Data Liberation). Com apenas alguns cliques, você pode fazer o download de dados de seus álbuns no Picasa, seu perfil no Google, seu fluxo no Google + e no Buzz e todos os seus contatos.

6. Marcação de fotos melhorada

Ao visualizar fotos no Google +, você pode aplicar “marcas” (tags) às pessoas que aparecem nelas da mesma forma como faz no Facebook. Basta desenhar um pequeno quadrado em volta do rosto de uma pessoa e, em seguida, digitar seu nome na caixa que surgir (ou escolher um dos nomes oferecidos pelo Google+).

Mas há uma grande diferença na maneira como o Google lida com o aspecto privacidade na marcação de fotos. Quando alguém aplica uma tag, você vê esta nota: “Ao adicionar esta tag, você irá notificar a pessoa que você a marcou. Elas serão capazes de ver a foto do álbum e afins.” O Facebook, por outro lado, não se esforça para avisar que as pessoas foram marcadas (possivelmente em uma foto comprometedora), o que daria a elas uma oportunidade de remover a tag.

Além disso, o Google sabiamente não usar softwares de reconhecimento facial, tal como o que o Facebook usa para identifica automaticamente pessoas em fotos enviadas para álbuns do usuário.

7. Melhor bate-papo em grupo

Em bate-papo, o Google+ tira facilmente o Facebook de campo. A montagem de chats de vídeo em grupo usando o recurso Handgouts no Google+ é fácil, e formar grupos para uma conversa rápida parece ser algo natural e divertido de se fazer em um ambiente de rede social.

Da mesma forma, o novo app móvel Huddle torna mais fácil para donos de dispositivos móveis (Android) iniciar bate-papos de texto em grupo. O Facebook simplesmente não tem algo parecido.

8. Compartilhamento seguro de conteúdo

Os defensores da privacidade há muito tempo tem convocado os sites de redes sociais para deixar que os usuários atribuam um grau de privacidade para cada parcela de conteúdo que compartilham, em vez de usar uma lista de configurações predefinidas para governar todos os dados.

A Google, obviamente, ouviu esses apelos e incorporou essa capacidade ao Google+. Por exemplo, quando eu compartilho um artigo ou carrego uma imagem da câmera, o Google+ permite que eu escolha com quais círculos de amizade eu gostaria de compartilhar esse conteúdo. Vantagem para o Google+.

9. A Google zela melhor por seus dados pessoais

Administrar uma rede social consiste principalmente em zelar de forma responsável pelas informações pessoais dos usuários. O Facebook é uma empresa jovem e veloz que tem-se mostrado arrogante em seus movimentos, sem muito respeito à privacidade dos dados do usuário e propenso a incidentes.

A Google, por outro lado, é uma empresa muito mais madura que, a meu ver, é vista como mais confiável que o Facebook. Na maior parte do tempo, o Google tem defendido seu lema “Não seja má”. Qual empresa você preferiria ter como zeladora de informações que podem identificá-lo pessoalmente?

Mas ficam as dicas, meus caros….eu não troquei o FB ainda, mas já estou invadindo o Google+….

A Google está onde você menos imagina…

Saiba  mais sobre alguns dos principais serviços da Google e entenda por que este nome  deixou de representar apenas o buscador.

Infográfico - A Google está onde você menos imagina [infográfico]

Para muitos, o nome Google é relacionado “apenas” ao buscador mais poderoso de  toda a internet. Mas a verdade é que a Google é uma empresa muito maior do que  mostra o site de pesquisas e está presente em grande parte dos serviços online  que utilizamos atualmente (e outros que também usaríamos, caso soubéssemos que  existem).

Líder  por natureza, a empresa é craque em lançar serviços campeões. Grande parte  de seus produtos é referência nos segmentos em que participam, e isso vale para  servidores de emails, agregadores de mapas online e outros que fogem dos limites  da informática. É o caso do sistema operacional Android (para smartphones e  tablets), que já é o mais utilizado em todo o mundo.

Mas será que você conhece os principais recursos oferecidos pela empresa de  Mountain View? Neste artigo, reunimos as informações mais interessantes sobre  alguns dos principais produtos da Google. Tudo para provar, de uma vez por  todas, que a Google deixou de ser “apenas” o maior buscador da internet há  vários anos.

Muito além do Google Search

Com exceção do Internet Explorer, os principais navegadores da atualidade  utilizam o Google como buscador padrão. Ou seja, se digitar os termos de  pesquisa diretamente na barra de endereços, você será redirecionado para a  página do Google, onde são mostrados os resultados da sua busca.

Mapas e direções

Mas nem sempre o Google Search basta para mostrar aos usuários o que eles  estão procurando. Quando é necessário saber como chegar a determinados locais,  qual é o serviço online que você utiliza? É muito provável que sua resposta seja “Google Maps”, que ainda é muito mais utilizado do que o rival Bing Maps (da  Microsoft).

Mapas e rotas no Google Maps

Além de mostrar mapas das cidades, o Google Maps também possui um avançado  sistema de identificação de rotas. Com ele, é possível inserir dados de local de  saída e chegada e saber com detalhes os caminhos que deverão ser seguidos.  Também é possível visualizar os percursos em imagens de satélite, e algumas  cidades já contam com um novo recurso: Street View.

O Google Street View está disponível em poucas cidades  brasileiras (como as capitais de Rio de Janeiro e São Paulo), mas, em constante  crescimento, promete chegar a outras capitais em breve. Com ele, os usuários  podem visualizar as cidades como se estivessem passeando por elas, sendo ainda  melhor do que o Maps para visualizar caminhos e rotas.

Tradutor com suporte para vários idiomas

Babelfish: cerca de dez anos atrás, ninguém pensava em outro nome para  realizar traduções na internet. O tempo passou e a liderança também mudou. Hoje  existe o Google Translate, que oferece suporte para 59 idiomas diferentes  (incluindo alguns que não utilizam o nosso alfabeto, como é o caso do Russo e do  Árabe).

O serviço também apresenta mecanismos para traduções de páginas completas,  além de fornecer (em alguns dos 59 idiomas) um sistema de narração dos textos  traduzidos. Com esse sistema, é possível realizar até mesmo algumas brincadeiras  (clique aqui para relembrar o beatbox criado com o Google Translate).

Pesquisas acadêmicas

Pensando em maneiras de catalogar as obras acadêmicas indexadas pelo  buscador, a Google lançou o serviço Google Scholar (Acadêmico, em português).  Com ele, os usuários podem encontrar obras mais confiáveis para seus trabalhos  acadêmicos e artigos científicos. Por isso, ele é bastante recomendado para  universitários que precisam de mais referências em seus projetos.

Sobre o ombro de gigantes

Grande parte dos links disponíveis no Google Acadêmico direcionam os usuários  para arquivos em formato PDF, que podem ser baixados para as máquinas e  utilizados como referências em várias ocasiões diferentes.

O pensamento Google

A Google pensa da seguinte maneira quando desenvolve seus projetos: “se 20%  dos usuários precisa disso, é útil”, por isso, na página inicial do Google  Brasil estão disponíveis os seguintes serviços: Mapas, Orkut, Gmail, Notícias e  Vídeos. Vale lembrar que apenas no Brasil a rede social está presente, pois só  aqui há demanda pelo serviço.

Se o produto não é demanda de 20% dos usuários, mas é muito necessário e  importante para pelo menos 5% deles, a Google considera o serviço como sendo  avançado. Ou seja, ele não será descontinuado, mas ficará menos exposto aos  olhos. Podemos citar Google Acadêmico, Translate e Docs como parte desse  segmento.

“Se é bom, a gente compra!”

Com a receita anual girando em torno de 20 bilhões de dólares,  você deve imaginar que a Google possa comprar tudo o que quiser, não é mesmo?  Essa é uma grande verdade, pois há vários serviços da empresa que foram criados  por outros desenvolvedores e comprados quando já eram sucesso de público.

Há um número gigantesco de casos que podem ser utilizados como exemplos para  ilustrar isso. Em 2010, o editor de imagens online Picnik foi comprado por uma quantia que permeia os 50  milhões de dólares. Quatro anos antes, o valor desembolsado pela Google para  comprar o YouTube foi ainda maior: 1,65 bilhão de dólares. E esses são apenas  alguns dos mais famosos.

Mas se você está pensando que tudo o que a Google compra é rentável, está  muito enganado. O próprio YouTube, por exemplo, funciona hoje como uma enorme  plataforma de divulgação da empresa, mas os rendimentos não cobrem as despesas  com manutenção e aquisição de servidores, cada dia mais necessários.

Google em todas as partes

Como dissemos no item anterior, a Google possui um faturamento que gira em  torno dos 20 bilhões de dólares. Mas você sabe de onde vem esse dinheiro? Como o  Tecmundo explicou há algumas semanas, uma enorme parcela dos rendimentos da empresa é oriunda das propagandas.

E elas estão por todas as partes. Quem é que nunca acessou algum site e  encontrou, logo abaixo do cabeçalho, uma linha ou duas com os “anúncios Google”? Qualquer usuário pode se cadastrar no Google Adsense e colocar algumas  propagandas em seu site, o que gera rendimentos para a Google e para o usuário.  No YouTube, essas propagandas também estão presentes, sendo mostradas na parte  inferior dos vídeos.

Google Labs: a fábrica de sonhos

O sucesso dos serviços da Google não surgiu por acaso. Antes de ir a público,  as ferramentas são testadas incessantemente para que sejam encontrados e  corrigidos erros de funcionalidade e, principalmente, de segurança. O nome dado  ao laboratório de testes é Google Labs, e nele são realizadas as avaliações dos  produtos.

Discover Music: por enquanto apenas para indianos

Alguns dos serviços passam por longos períodos de testes internos, como é o  caso do Gmail, que ficou dois anos sendo utilizado apenas pelos membros da  empresa. Depois desses dois anos, foram mais 12 meses de fase Beta, até que  fosse lançada a versão final do serviço de emails. Primeiro com convites e,  depois, liberado para todos.

Outros produtos que demandam menos segurança, como é o caso do Google Maps,  ficam menos tempo em testes fechados. O agregador de mapas ficou por seis meses  em Beta interno, até que foi liberado para testes dos usuários. Constantemente a  Google lança novos recursos para ele, como o Transit, Street View e vários  outros.

O que está nos laboratórios agora?

Atualmente o Google Labs possui vários produtos em desenvolvimento.   Eles podem ser acessados pela página oficial do Labs e estão divididos em  várias categorias: Aplicativos, Android, Comunicação, Mapas, Busca e outros.  Alguns dos principais disponíveis rodam diretamente no navegador.

Google  Body Browser, por exemplo, pode ser acessado no Google Chrome ou Firefox 4 e  mostra (com detalhes) as várias camadas do corpo humano. Isso inclui ossos,  músculos, veias, artérias, nervos e órgãos. É uma verdadeira aula de anatomia  online.

Outro bastante interessante é o Page Speed Online, recomendado para  desenvolvedores de páginas da internet. Ele analisa sites e gera relatórios do  que pode ser modificado na estrutura do endereço varrido, para que os webmasters  saibam como fazer com que seus sites sejam mais leves e dinâmicos.

Google Earth entra em órbita

Assim que instalamos o Google Earth, a primeira ação que realizamos é buscar  imagens de nossas casas. Depois visitamos alguns pontos turísticos e em seguida  fazemos a Terra rodar sobre o seu próprio eixo. Pelo menos esse é o roteiro de  utilização de 90% dos usuários. Quem nunca fez algo parecido?

E depois da Terra, o Google Earth passou a ganhar outros recursos. Hoje é  possível visualizar também as profundezas dos oceanos e o planeta Marte. Tudo  isso pode ser ativado com algumas configurações do aplicativo Google Earth,  disponível em vários sistemas operacionais.

O fracasso também existe

Apesar do toque de Midas, a Google também conhece o fracasso em alguns de  seus serviços, porque nem todos os recursos oferecidos pela empresa de Mountain  View agradam aos usuários. Você sabe do que estamos falando? Pois vamos  refrescar a sua memória com dois dos produtos Google que não conseguiram chegar ao topo das paradas.

Google Buzz

Uma mistura de rede social com serviço de microblog, em uma tentativa de  combater Facebook e Twitter ao mesmo tempo. O resultado não foi satisfatório,  pois poucos usuários decidiram migrar para o Buzz. Hoje o serviço foi abandonado por grande parte dos  internautas e poucos se lembram dele quando ouvem a palavra “microblog”.

Google Wave

Mais uma tentativa de agregar muitas funções em apenas uma interface. O Google Wave pretendia ser uma plataforma colaborativa, com  mensagens instantâneas, email e rede social integrados. Uma proposta excelente,  mas pouco aceita pelos usuários. O resultado foi o anúncio da descontinuação do  projeto, que em 2012 deve deixar de estar disponível na  internet.

Fonte: Tecmundo, Baixaki

Finalmente…! Google Street View no Brasil !

 

Após meses de trabalho, o Google Brasil lançou nesta quinta-feira (30) o serviço Street View no país. A novidade permite que os usuários que acessam o Google Maps, o site de mapas da empresa, possam realizar um passeio virtual pelas ruas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e suas áreas metropolitanas, além de cidades históricas de Minas Gerais, como Congonhas, Mariana, Tiradentes, Diamantina e Ouro Preto. No total, 51 municípios foram mapeadas no Brasil, primeiro país da America Latina a contar com esse serviço, que está disponível a partir desta quinta-feira.

Exemplo do Google Street View em Belo Horizonte, MG.

 

 De acordo com Felix Ximenes, diretor de comunicação do Google, “todos os municípios da Grande São Paulo, inclusive Jundiaí, estarão presentes neste lançamento do Street View”.

 Para fazer o mapeamento, 150 quilômetros de vias foram percorridos e milhões de imagens foram tratadas e processadas. Agora, é possível fazer um passeio virtual pelas ladeiras e monumentos dessas cidades. O Street View também permite que os usuários possam descobrir pontos de referência que ajudam a chegar ao destino.

O serviço já está disponível para alguns usuários. Entretanto, por se tratar de uma grande quantidade de conteúdo, a empresa espera que apenas na segunda-feira (4), todos poderão ter acesso ao serviço. Em locais em que o carro do Google não tem acesso, a empresa dá sequência ao passeio virtual utilizando fotos feitas por usuários. Por meio de imagens tratadas, é possível ver o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, por exemplo.

 Além disso, o Google trouxe ao Brasil o Trike, uma bicicleta que permmite o mapeamento de ruas de difícil acesso. O veículo já foi usado em outros países como Itália, por exemplo, e será usado para mapear ruas históricas de cidade de Minas Gerais e poderá até andar dentro de parques como o Ibirapuera ou museus.

Super-bicicleta do Google.

O Google afirma que o serviço não para. Nos próximos meses, mais cidades que já estão sendo mapeadas estarão disponíveis para visualização. “O objetivo é o Brasil inteiro”, diz Marcelo Quintela, gerente de produtos do Google. “Estão na lista Porto Alegre, Curitiba, Brasília, ou seja, todas as grandes cidades brasileiras”.

Abaixo, um vídeo bacana, de autoria da própria Google Portugal, sobre o Street View:

Dez decisões ações que arrasaram empresas de tecnologia

Conheça casos de companhias que teriam mudado o cenário tecnológico mundial caso não tivessem perdidos grandes oportunidades no mercado.

Uma coisa é certa: os maiores acordos tecnológicos nunca aconteceram e os produtos e serviços mais promissores nunca foram lançados. E sabe por qual motivo? Pelo simples fatos de as pessoas e as empresas envolvidas não perceberam o que estavam deixando escapar por entre os dedos ou porque simplesmente não foram capazes de prever o que poderia acontecer.

Mude apenas algumas das circunstâncias e poderíamos não ter a Apple ou a Microsoft de hoje. O Yahoo poderia ser o gigante de buscas, deixando o Google para trás. Você poderia estar lendo esta matéria em um computador embutido em uma Xerox por meio de uma conta no CompuServe, enquanto ouvia música em um RealPod. Confira nossa lista com as maiores oportunidades já perdidas na história da tecnologia.

1 – O Yahoo perde o Facebook 

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Em 2006 o Facebook era uma rede social com dois anos de vida e que muitos pensavam ser um parque de diversões digital para um bando de nerds de uma faculdade. No mundo das redes sociais, os 100 milhões de usuários do MySpace varriam completamente os pouco mais de 8 milhões de usuários do Facebook.

Então quando o Yahoo ofereceu 1 bilhão de dólares para o “bebê” de Mark Zuckerberg – quase o dobro do que Rupert Murdoch gastou com o MySpace em 2005 – as pessoas disseram para Mark aceitar o negócio. Na verdade Yahoo e Mark, que na época tinha apenas 23 anos, chegaram a um acordo em junho de 2006.

Foi quando o Yahoo apresentou problemas financeiros e suas ações caíram 22% de um dia para o outro. Terry Semel, CEO do Yahoo naquele período, reagiu diminuindo a oferta para 800 milhões de dólares. E Zuckerberg recuou. Dois meses depois Semel refez a proposta de 1 bilhão de dólares, mas já era tarde demais.

Hoje o Facebook possui mais de 250 milhões de usuários cadastrados e vale algo  entre 5 e 10 bilhões de dólares. Três anos e dois CEOs mais tarde, e o Yahoo ainda luta para sobreviver.

2 – Real Networks rejeita o iPod 

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As pessoas acreditam que o Steve Jobs inventou o iPod. Não, não foi ele. Jobs, a muito custo, disse sim ao engenheiro Tony Fadell. Mas isso após o pessoal da Real Networks ter rejeitado a ideia de Fadell para elaborar um novo tipo de tocador de música, em meados de 2000. Aliás, a empresa onde Fadell trabalhava, a Phillips, também recusou sua ideia.

Àquela altura, os MP3 players já estavam em alta, mas o conceito de Fadell era um pouco diferente: menor, mais fino e focado em um sistema de entrega de conteúdo que daria aos amantes da música uma forma mais simples de ter suas canções favoritas. (Jobs na verdade é famoso por criar o design do iPod.)

Hoje este sistema de entrega de conteúdo é conhecido como iTunes e a Apple control\ cerca de 80% do mercado de música digital. Fadell trabalhou e dirigiu a divisão de iPods da Apple até novembro de 2008. E a Real Networks ainda é um player do mundo de streaming de mídia, mas sua parcela no mercado ainda é uma fração do que a Apple faz sozinha com o iTunes.

3 – Sony e Toshiba não se entendem no formato de alta definição 

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Poucas guerras de formatos saíram tão caras para os participantes como foi com a travada pelo padrão de discos em alta definição. De um lado estava o Blu-ray, encabeçado pela Sony. Do outro, o HD DVD, liderado pela Toshiba.

De 2002 em diante, os dois lados batalharam, cada um juntando forças e aliados para suportar seus competitivos e incompatíveis formatos. Em 2008, a Sony deu o golpe final na Toshiba, pagando 400 milhões de dólares para a Warner Brothers Studios, para que a empresa adotasse o formato Blu-ray, em detrimento do HD DVD.

Curiosamente, a Sony e a Warner travaram uma batalha em meados da década de 1990 por um novo formato para filmes.Só que naquela época, ambos acertaram suas diferenças, uniram as melhores especificações de cada um e criaram o chamado Digital Versatile Disc, também conhecido como DVD.

A oportunidade perdida de criar um único formato de alta definição sacrificou anos de vendas para todas as empresas envolvidas. Se os dois lados tivessem unido forças em 2002, os discos em alta definição estariam dominando o mercado de filmes e shows atualmente. Mas em vez disso, os DVDs ainda têm vendas mais significativas do que os títulos em Blu-ray, e o futuro pertence ao streaming de mídia e vídeos sob demanda.

4 – Digital Research: a outra Microsoft 

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Este é um clássico. Em 1980, quando a IBM estava a procura de alguém para construir um software operacional para seu novo IBM PC, a Microsoft não foi a primeira opção. Na verdade, ninguém menos que o próprio Bill Gates sugeriu que a Big Blue se aproximasse de Gary Kildall da Digital Research, e autor do sistema operacional CP/M.

A lenda diz que Kildall dispensou a IBM para não perder um voo que deveria fazer. Mas a história real foi que Kildall estava voando para entregar um produto para outro cliente e deixou sua esposa negociando com a IBM. Dorothy Kildall não gostou de algumas partes do acordo e não fechou com os executivos da IBM.

A Big Blue voltou a Gates, que juntamente com seu parceiro Paul Allen lançou o MS-DOS, baseado no QDOS de Tim Paterson, que consequentemente era baseado no CP/M. A IBM acabou oferecendo tanto a versão DOS da Microsoft (por 60 dólares) quanto a versão CP/M (240 dólares) em seus novos IBM PCs. E o produto mais barato se deu melhor.

Antes do DOS, os produtos mais significativos da Microsoft foram as versões da ferramenta de programação BASIC. Depois do DOS..  Bem, está é uma história que todo mundo conhece. Será que a Microsoft teria todo esse monopólio se não tivesse fechado negócio com a IBM? Nós nunca saberemos.

5 – Xerox vai na direção oposta 

xerox

Este é outro clássico. Mais de uma década antes dos Macintosh e dos PCs com Windows, antes mesmo até do MITS Altair, existiu o Alto, o primeiro computador do mundo com uma interface gráfica baseada em janelas.

Desenvolvido na Xerox PARC, o Alto possuía mouse, rede ethernet e um processador de texto bem simples. Acontece que em 1973 o mercado de computadores pessoais ainda não existia e a Xerox não sabia exatamente o que fazer com o Alto.

A empresa fabricou algumas milhares de unidades e as distribuiu nas universidades. Diz a lenda que, em 1979, Steve Jobs visitou a Xerox PARC, viu o Alto e incorporou muitas das características dele nos computadores Apple Lisa e Mac.

Um curto período depois e a Xerox finalmente percebeu seu erro e iniciou uma campanha para lançar o Xerox Star, uma workstation gráfica baseada na tecnologia desenvolvida para o Alto. Mas aí já era tarde.


6 – Indústria fonográfica continua no mesmo ritmo

Napster

 

 

Talvez nenhuma outra indústria tenha perdido mais oportunidades do que o mercado musical. Em 1999, o Napster, de Shawn Fanning, facilitou como nunca o compartilhamento de músicas online. As empresas fonográficas reagiram processando o Napster por contribuir com a pirataria.

O então CEO do Napster, Hank Barry, sugeriu à indústria musical que adotasse um acordo no estilo de licença para rádio que pagaria pelos royalties dos artistas pelas músicas distribuídas via internet. Mas sua sugestão entrou por um ouvido e saiu pelo outro.

Os fãs do Napster rapidamente moveram-se para outras redes P2P, como o Gnutella e o Grokster, e os programas de música “pirata” tornaram-se os inimigos número um da RIAA (Associação das Indústrias fonográficas da América).

Em 2000, a página MP3.com lançou um serviço que permitia aos membros carregarem músicas de sua própria coleção de CDs e fazer stream com elas para qualquer PC. A indústria fonográfica processou a MP3.com por infração de marcas registradas eganhou. A MP3.com foi vendida e hoje atua em outra área de negócios.

Adicione isso a todos os outros processos da RIAA contra o Grokster, Morpheus, Kazaa e outros cerca de 30 mil piratas de músicas. Hoje, como não seria diferente, o mercado de música digital está dominado por serviços de streaming como o Pandora.

Se a indústria fonográfica tivesse aceitado a parceria com o Napster, MP3.com ou qualquer outra rede de compartilhamento em voga na época, sem dúvida poderia controlar melhor as vendas de músicas digitais e sem os tantos problemas que enfrenta com a pirataria.

7 – CompuServe elimina sua chance de dominar a internet

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Observe a web de hoje, sua interatividade, habilidade de mídia social e muito conteúdo, e o que você verá? Uma versão melhorada do CompuServe de 1994. Mas, em vez de dominar o mundo online, a CompuServe foi varrida pela AOL e seus 50 bilhões de CDs “gratuitos” de instalação.

Em meados de 1990, a CompuServe Information Service tinha um inacreditável conjunto de vantagens que a maioria das empresas faria de tudo para ter: uma base fiel de consumidores, dados com informações detalhadas sobre esses consumidores, um conhecimento difícil de copiar e pouca concorrência. O que faltou? Provavelmente a vontade de investir na conversão dessas vantagens em algo sustentável.

Então a AOL chegou oferecendo bons preços e serviço ilimitado (contra as taxas por hora da CompuServe), uma interface mais simples e uma campanha de marketing massiva entregando CDs de instalação do provedor aos consumidores. Corporações que tinham participação nos fóruns da CompuServe mudaram para a web, pois os fóruns eram muito lentos para suportar a demanda.

Em 1997, a AOL adquiriu a CompuServe e, em junho de 2009, a clássica empresa foi deixada de lado. O fracasso da CompuServe não foi somente pelo fato de ter perdido uma única oportunidade, nem de ter perdido várias delas. Foi um importante exemplo que reforça uma lição bastante crítica: nos negócios, nunca fique de braços cruzados.

8 – O declínio da notícia impressa nos jornais 

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Os jornais impressos estão morrendo aos poucos e (para os jornais) os dedos do serviço online Craigslist podem ser encontrados por toda parte. Culpam o serviço gratuito de classificados online por se apossar dos anúncios de classificados, um dos maiores geradores de receita de qualquer jornal impresso, em qualquer parte do mundo.

Até 2005, os anúncios de classificados trouxeram mais de 17,3 bilhões de dólares para os cofres dos jornais nos Estados Unidos. De lá para cá, o uso dos sites de anúncios, como o Craigslist (bem como Amazon, Mercado Livre, eBay e Google) mais do que dobrou.

Se um consórcio de jornais tivesse comprado o Craigslist em 2005, as coisas poderiam ter sido diferentes. Em janeiro de 2008, em entrevista para a InfoWorld, o criador do Craigslist Craig Newmark disse que o papel da sua empresa na desestruturação do jornal impresso foi irrelevante. “Acredito que a queda dos jornais hoje em dia se deu devido à fraca apuração dos fatos”.

9 – O Google antes do Google

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Em meados de 1990, a ferramenta de busca em voga não era a utilizada pelo Yahoo, Alta Vista, Lycos ou Hot Wired; era a Open Text Web Index. Assim como o Google hoje, a Open Text era reconhecida pela sua velocidade, exatidão e percepção. Em 1995, a Open Text Corp. alegou que havia indexado todas as palavras entre os mais de 5 milhões de documentos disponíveis na internet naquela época.

Neste mesmo ano, o Yahoo incorporou a tecnologia de busca da Open Text em seu diretório. Mas dois anos após a parceria com o Yahoo, a Open Text abandonou o mercado de buscas e se moveu para o mercado de gerenciamento de empresas. Um ano depois o Google debutou. A grande perda de oportunidade? Não perceber como o mercado de buscas iria crescer.

“Se alguma coisa fez a Open Text especial, esse algo foi o fato deles terem chegado bem perto de uma tecnologia similar a do Google e naquele período”, disse Steve Parker, consultor de comunicações que ajudou a divulgar a aquisição da tecnologia de buscas da Open Text pelo Yahoo.

Segundo Parker, em uma liderança de três anos do Google, é de se considerar se o Google teria sido forçado a gastar mais dinheiro em um período menor e se teriam que correr contra o tempo para alcançar a liderança. Se as coisas tivessem sido diferentes, não seria difícil prever a Open Text como líder do mercado.

10 – Microsoft salva a maçã podre 

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Há dez anos a Apple estava em sérios apuros. As vendas dos Macs estavam sendo ultrapassadas por cópias baratas da Power Computing e Radius. A empresa tinha pouco dinheiro em caixa, suas ações estavam muito baixas e estavam procurando por um novo CEO que substituísse Gil Amelio.

Então a Apple recebe uma injeção de dinheiro mais do que bem-vinda (150 milhões de dólares). A origem dos recursos era de se estranhar: a Microsoft, que também prometeu continuar a desenvolver o pacote Mac Office.

O acordo foi negociado pelo então consultor da Apple Steve Jobs, que foi vaiado durante o Macworld Expo ao anunciar o negócio. Pouco tempo depois, Jobs assumiu como CEO “interino” da Apple. E depois disso já sabemos o que aconteceu.

E se a Microsoft não tivesse perdido a oportunidade de deixar a Apple fracassar? Provavelmente estaríamos lutando para usar nosso WinTunes em nossos WinPhones. O mercado de música e vídeos estaria estagnado – ou pior, controlado por Hollywood. E estaríamos desesperados aguardando por alternativas melhores que o Windows.

 

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História do Google

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 Em pouco mais de dez anos a idéia de dois jovens universitários se transforma em um dos empreendimentos mais rentáveis da vida digital.

Serviços online, redes sociais, sistema de anúncios e uma centena de outras funções e possibilidades. Todas elas foram originadas por dois rapazes que cursavam a Universidade de Stanford. Larry Page e Sergey Brin começam a discutir idéias e chegam à conclusão de que a busca por informações poderia a ajudar a organizar as páginas. E como todo bom universitário, os recursos para a estruturação de qualquer negócio não eram lá muito grandes.

Por isso, o BackRub – o avô do Google que conhecemos hoje – teve seu ponta pé inicial em 1996 a partir de computadores compatíveis com a renda dos dois rapazes. Até então, a Internet não possuía ferramentas tão eficazes para a localização de conteúdos a partir de palavras chave. Dois anos depois, tudo já corria muito bem para Page e Brin. Nessa época o site já se chamava Google.

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BAckRub, predecessor e avô do Google

Mas de onde vem esse nome?

De acordo com as informações do site oficial do buscador, um “Googol” corresponde a um termo da matemática que designa um número 1 seguido de 100 zeros. Pode-se ver uma boa representação disso no rodapé das páginas de busca do Google. O marcador de páginas de resultados consiste em um “G” com vários “o”, de modo que a busca fique organizada.

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Primeiros investimentos

Com o crescimento explosivo da página de buscas, o Google já armazenava um Terabyte nos anos de 1998 – uma soma assombrosa para a época.  Desde o seu início, a gigante da Internet já tinha na sua estrutura física o conforto. Na época, o escritório do Google era o quarto de um dos rapazes. Talvez o estilo despojado de organizar seu “quartel general” guarde resquícios dessa época. 

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Entretanto, os gastos com equipamentos, recursos e uma série de outras necessidades já estavam criando dívidas que ultrapassavam a capacidade de Page e Brin de levar o negócio adiante. O alívio chega junto com um cheque de US$ 100 mil, endereçado à “Google Inc.”. Nisso surgia a necessidade de tornar-se realmente uma empresa. Do contrário, o cheque não poderia ser compensado e a situação da dupla iria ficar muito complicada.

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Um outro aspecto que deve ser levado em conta é o consumo de banda que o site tomava logo nos seus primeiros anos de vida. O BackRub e o primeiro Google foram hospedados na rede da Universidade de Stanford. Sempre que as requisições de buscas chegavam ao site, toda a Internet da universidade era comprometida devido aos grandes acessos que o buscador recebia.

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Depois desse investimento inicial as coisas começam a progredir de uma maneira muito rápida. Logo em setembro de 1998 a dupla já havia contratado seu primeiro funcionário, um colega de faculdade, Craig Silverstein. As mudanças de sede foram bastante frequentes nos últimos anos da década de 1990, assim como as contratações. Em novembro de 1999 a empresa contrata o seu quadragésimo primeiro (41º) funcionário, o chef Charlie Ayers.

2000 razões para crescer

O início do ano 2000 foi marcado pelo ritmo acelerado de crescimento da empresa de Page e Brin. Em maio desse ano o site ganha versões em dez outros idiomas além do inglês: Francês, Alemão, Italiano, Sueco, Finlandês, Espanhol, Português, Holandês, Norueguês e Dinamarquês. Atém mesmo o Yahoo!, que até então era um dos mais utilizados buscadores no mundo, reconheceu o potencial da startup dos rapazes de Stanford e estabeleceram uma parceria na qual o Google seria o provedor de buscas do grande portal.

Nesse mesmo mês de Junho de 2000 a empresa anuncia o seu primeiro bilhão de URLs indexadas. Em setembro o número de línguas suportadas pelo Google chega a 15 com o acréscimo dos idiomas Japonês, Chinês e Coreano. Anos mais tarde, os chineses começam a bloquear conteúdos fornecidos pelo buscador e até chegam a pedir que o acesso a conteúdos internacionais seja bloqueado.

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Contudo, é no final do ano 2000 e início do terceiro milênio (2001) que o Google começa a fazer suas primeiras aquisições e tornar-se a incorporadora e produtora de serviços e produtos para internet. Em fevereiro do primeiro ano do século XXI, o Google compra o “Usenet Discussion Service” da Deja.com já com 500 milhões de discussões, tópicos e várias conversas arquivadas desde 1995 e institui melhorias no serviço para lançá-lo como “Google Groups” (Google Grupos).

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Em julho desse mesmo ano o serviço de busca por imagens indexadas pelo Google já é disponibilizado com mais de 250 milhões de imagens a serem consultadas a qualquer momento por qualquer pessoa. Uma boa notícia chega para os usuários da América Latina no mês de outubro: uma parceria estabelecida entre Google e Universo Online (UOL) trouxe o serviço para o nosso lado do mundo. Hoje esse acordo já não existe mais, porém o Google conseguiu desbancar com bastante força buscadores que vinham ganhando força no Brasil, como o Cadê?, hoje incorporado pela Yahoo!.

Ao final de 2001 o banco de URLs indexadas pelo Google já alcançava os sonoros 3 bilhões de documentos virtuais. Hoje esse número já passa dos 8 bilhões de endereços.

Fevereiro de 2002 é um ano importante para todos que já construíam seus blogs web afora. O Google adquire mais uma empresa, dessa vez a Pyra Labs, responsável pelo desenvolvimento da ferramenta Blogger. No mês seguinte, uma ferramenta viria a auxiliar a renda desses blogueiros e também dos donos de sites: o AdSense.

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Lançado em março, o serviço visava fornecer anúncios aos usuários cadastrados para que ajudassem a divulgar os clientes de publicidade para os quais o Google vendia espaço. Assim, cada um que tivesse cliques computados nos Anúncios Google ganharia uma fatia do rendimento proporcional aos lucros obtidos.

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O final de 2002 é marcado pelo lançamento do Google Print, o que hoje conhecemos como Google Books. O serviço possui diversos arquivos em PDF contendo trechos de livros cujos direitos autorais limitam a exibição completa. Entretanto, é uma ajuda excelente para universitários e estudantes em geral.

A invasão das ferramentas sociais

Pode-se dizer que 2004 é um dos anos mais marcantes para os brasileiros dentro da história do Google. É nesse ano que o turco Orkut Buyukkokten, funcionário da empresa, desenvolve uma ferramenta de relacionamento social entre usuários da internet. No início, era preciso receber um convite de alguém que já fosse membro da rede para poder participar.

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Contudo, isso não foi motivo para que o site não se tornasse popular no Brasil. Ter um convite para acessar o Orkut na sua caixa de emails era sinal de status. Portanto, quem fosse parte da rede já possuía um “diferencial” em relação aos outros usuários da web.

Entretanto, com a explosão de popularidade da rede social no Brasil, vários problemas começaram a aparecer. Desde crimes virtuais como a pirataria de jogos, softwares e outros produtos, o relacionamento virtual entre as pessoas acabou desencadeando em algumas comunidades de apoio ao crime organizado, tráfico de drogas e a pedofilia.

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Por essas razões, cada vez mais o número de pedidos de quebra de sigilo feitos pela Polícia Federal aumentava para que as investigações pudessem ser feitas e os responsáveis devidamente encaminhados à Justiça. Ao levar em conta essas requisições, o Google decidiu passar a gerência do Orkut para a filial brasileira da empresa em Minas Gerais.

Logo depois do lançamento dessa ferramenta social, o Google decide fazer incursões no mundo dos serviços de email. O nome escolhido para o tal serviço é Gmail, que começou como “Giga email” devido à capacidade de armazenamento, porém cabe dizer que o serviço pode ser chamado de “Google email”. Assim como o Orkut, o Gmail também exigia o recebimento de um convite para que o usuário pudesse ter uma conta.

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Mais tarde ferramentas como Google Earth, Google Talk, Google Reader, Google Analytics e uma série de outros serviços foram lançados, compondo a carteira de incorporações e produções próprias da empresa. Agora, o quarto de faculdade se tornou algo muito maior chamado “Googleplex” e fica nos Estados Unidos.

Google + YouTube

Sem dúvida o episódio da compra do serviço de compartilhamento de vídeos YouTube em outubro de 2006 pela “bagatela” de US$ 1,65 bilhões é um dos mais marcantes dos últimos anos, quando falamos em aquisições de ferramentas online. No momento da negociação, o site de vídeos completava cerca de um ano de funcionamento e hoje é uma das maiores formas de expressão audiovisual independente do mundo.

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Um exemplo fortíssimo é o usuário “CitizenTube” que nos últimos dias tem publicado vídeos das manifestações políticas do Irã devido às denúncias eleitorais contra o atual presidente Mahmud Ahmadinejad. Isso acontece porque as mídias locais e internacionais foram impedidas de noticiar qualquer ponto que mostre manifestações. O que você assiste nos telejornais à noite tem grandes chances de ter sido retirado do YouTube.

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Assim como o Orkut e o Gmail, o YouTube é um dos maiores sucessos do Google. No início, a maioria dos usuários o via como uma maneira de se divertir e esquecer alguns problemas do dia-a-dia assim como fazem com a televisão. Contudo, alguns outros usuários passaram a perceber a importância política e social da ferramenta para divulgar informações relevantes sobre manifestações e uma imensa variedade de outras funções. De diversão, o YouTube passou a ser um veículo de informação.

Seu navegador, seu escritório

Os conceitos de ter tudo o que você precisa onde você estiver são levados à sério quando se fala de grande parte dos produtos Google. Prova incontestável disso é o Google Docs, suíte de aplicativos de escritório completamente online. Nela é possível abrir documentos com extensões .DOC, .XLS e .PPT. Porém, seguindo a linha de crescimento e aposta em boas ideias, o Google Docs é uma repaginação de um serviço que já existia chamado Writely, que executava conversões online de arquivos do Word em qualquer navegador.

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Outro aspecto importantíssimo para empresários do ramo web ou até mesmo aqueles que possuem sites de suas empresas é o controle de visitas e acessos. Nada melhor do que contar com relatórios completos, contendo informações valiosíssimas como palavras chave pelas quais o seu site é acessado, taxa de rejeição dos usuários e uma série de outros pontos que são detalhadamente tratados nos relatórios do Google Analytics.

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O serviço também é gratuito e basta que o usuário faça o cadastro da sua URL e instale um código do Google para que o site seja reconhecido pelo indexador de resultados da empresa. Depois, basta acompanhar os gráficos e até mesmo personalizar os relatórios com as informações mais relevantes para o seu site.

Você está no mapa?

As ferramentas de localização geográfica do Google também são muito atrativas e funcionais. Um bom exemplo está nos serviços Google Earth, Google Maps e Google Street. Quem nunca sonhou em acordar no Brasil, visitar Paris e depois de cinco minutos estar na Austrália, por exemplo? Com o Google Earth é fácil ver os mais variados países a partir do espaço. Com os atuais complementos desenvolvidos para este software, é possível explorar a superfície lunar e até mesmo de Marte!

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Ao fechar a nossa escala de espaço, encontramos o serviço de mapas urbanos que permitem traçar rotas entre pontos, localizar endereços e uma série de outras possibilidades – o Google Maps. Além disso, as formas de locomoção são levadas em conta. Se você pretende cruzar a cidade a pé, o mapa apontará um caminho que facilite a sua caminhada; se for de carro, o Google Maps irá levar em consideração a direção das ruas.

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A última instância de proximidade com as pessoas é o Google Street View. O serviço que ainda não chegou ao Brasil fotografa acontecimentos nas ruas e coloca as imagens em marcadores nos mapas do Google Maps. O serviço funciona da seguinte maneira: um carro passa fotografando o que está acontecendo de interessante em alguma rua ou quadra de uma cidade. Ainda não há previsão de chegada do serviço ao Brasil, mas o carrinho de fotografias já foi visto por muita gente passeando pelas ruas do país.

O Googleplex

Nos últimos anos o Google criou diversas filiais pelo mundo. Veja algumas delas nas imagens abaixo:

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Agora que você conhece a história da maior empresa de Internet da atualidade é hora de contar quais foram as suas impressões. O que você mais gosta no Google? Conte para a gente no seu comentário sobre os seus serviços favoritos que o empreendimento de Page e Brin! Como essas ferramentas auxiliam no seu dia-a-dia?

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