Exchange Server – Monitorando o ambiente de Exchange Server com o Managed Availability

Olá galera,

Hoje vamos falar sobre um assunto interessante, relacionado a monitoração e disponibilidade dos serviços e funções do Exchange Server. Sempre que se falou sobre monitoração no ambiente de Exchange Server, se pensou em ferramentas de terceiros ou até mesmo da própria Microsoft, como o famoso SCOM (System Center Operations Manager). As ferramentas tem a função de monitorar os eventos e logs, e alertar em casos de falhas generalizadas. Enfim, até o Exchange Server 2010 era assim…

Com o Exchange Server 2013, nasce o Managed Availability, foco do post de hoje. Com ele, nasce uma nova arquitetura desenhada exclusivamente para responder ao ambiente de Exchange Server na forma mais intuitiva possível, monitorando o ambiente e tomando pequenas ações para que esse pudesse continuar seu funcionamento, independente do que tivesse ocorrido. Nessa função, serão criados pequenas coleções de dados importantes do ambiente, para “provar” e “responder” as situações que forem consideradas unhealthy neste.

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Todo servidor instalado na organização com Exchange Server tem seus próprios monitors e probes. Esses, por sua vez, tem “estados” que podem ser exibidos pelo administrador no EMS (Exchange Management Shell), através do cmdlet Get-ServerHealth, e definem algumas ações que estão acontecendo no momento:

  • Healthy: Monitor operacional e coletando todas as informações de forma operacional e funcional. Tudo certo!
  • Unhealthy: Monitor não-saudável, provavelmente já iniciou as tarefas de self-healing dos Responders ou já escalou o log de eventos para o administrador;
  • Degraded: Antes do monitor ficar Unhealthy, ele fica no estado de Degraded por 60 segundos. Com isso, o administrador pode aguardar a finalização dos probes, e a real definição do estado do monitor;
  • Disabled: Monitor foi desabilitado manualmente pelo administrador do ambiente;
  • Unavailable: Se o serviço consultar o monitor, e o mesmo ficar por um longo período de tempo sem resposta, ele será definido neste estado;
  • Repairing: O administrador pode definir este estado para o monitor de forma manual, afim de definir um processo de manutenção programada, ou até mesmo forçar um failover para evacuação dos clientes.

Esses monitores tem a função de detectar as falhas e iniciar os procedimentos de auto-reparação (self-healing) ou já escalar o problema ao administrador do Exchange, usando para isso os eventos no Event Viewer.

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Os eventos que podem ser monitorados são vários, que passam desde o AutoDiscover até o ActiveSync, Databases, OWA e outros. E as ações que podem ser tomadas como reparação automatizadas são bem simples, como restart de pequenos serviços e alguns recycle em AppPools do IIS. Ações que faríamos de forma corriqueira e com pequeno impacto no ambiente, mas que agora o próprio Exchange Server já se assume de executá-las.

Essa execução que tem papel fundamental na função de gerenciamento. Podemos dizer que pequenas ações de troubleshooting e correções são executadas pelo próprio sistema. Esses “executadores” podem ser chamados de Responders. Através deles, o ambiente define se o nível do impacto é elevado, e se ações mais drásticas devem ser tomadas. Como exemplo, podemos citar alguns destes Responders:

  • Restart Responder: Finaliza e reinicia um serviço do Exchange Server;
  • Reset AppPool Responder: Encerra e reinicia um Application Pool do IIS;
  • Failover Responder: Inicia o procedimento de virada da database para outro servidor;
  • Bugcheck Responder: Inicia o procedimento de geração do arquivo de dump do servidor, causado por uma reinicialização inesperada;
  • Offline Responder: Coloca um protocolo no servidor em estado de manutenção, rejeitando novas conexões de clientes;
  • Online Responder: Traz de volta o protocolo outrora definido como Offline, passando a aceitar novas conexões de clientes;
  • Escalate Responder: Envia as informações dos problemas encontrados para o administrador, via Log de Eventos.

Dois serviços do Exchange Server são extremamente importantes nesse cenário, o Microsoft Exchange Health Manager (MSExchangeHMHost.exe) e o Microsoft Exchange Diagnostics (Microsoft.Exchange.Diagnostics.Service.exe). Esses serviços irão trabalhar na coleta e organização dos dados, entregando os resultados e logs para serem trabalhados pelo MA.

Caso seja necessário incluir um dos servidores em manutenção, para alguma ação necessária que envolva parada dos recursos, será necessário executar o cmdlet Add-ServerMonitoringOverride, afim de que os probes específicos deste servidor sejam incluídos em manutenção por um período. Isso evita que os clientes sejam reconectados ao servidor antes que a manutenção finalize, gerando indisponibilidade no acesso aos recursos e reclamações por parte dos usuários finais.

Para maiores detalhes e informações, recomendo ler os artigos oficiais citados abaixo.

Abços, e até a próxima! 😉

TechNet Wiki: http://social.technet.microsoft.com/wiki/pt-br/contents/articles/36825.exchange-server-monitorando-o-ambiente-de-exchange-server-com-o-managed-availability.aspx

Referências:

Managed Availability

Managed Availability Responders

Exchange 2013 Managed Availability HealthSet Troubleshooting

Lessons from the Datacenter: Managed Availability

Add-ServerMonitoringOverride

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Sobre MVP Bruno Lopes

Profissional MBA em Redes de Computadores e Telecomunicações, MVP Microsoft e atualmente Technical Trainer e Engenheiro de Suporte na Microsoft/Wipro, especialista em Exchange/Office 365; sou mais um voluntário desta grande pátria de blogueiros a me dedicar em prol das informações compartilhadas à todos...Se já me salvou um dia, creio que ajudará a muitos mais...

Publicado em 16/12/2016, em Exchange Server, Office 365, Servidores Windows e marcado como , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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