Windows Server – O que vem de novo no Deduplication do Windows 2016

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Olá galera,

Dando continuidade a série “Windows Server 2016” coordenada pelo MTI, o assunto abordado hoje é sobre a feature de Deduplication no Windows Server 2016. Essa feature não é nenhuma novidade pra gente aqui no blog, visto que já fizemos um post bem detalhado sobre a mesma, com todas as funcionalidades e aplicações práticas da mesma, principalmente para criação de laboratórios com diversas VMs, ISOs e outros arquivos que venham a consumir espaço em disco no servidor. Pra quem quiser relembrar, segue link de referência do artigo:

Windows Server – Usando Deduplication do Windows Server 2012 R2 para bibliotecas de VMs

As novidades desta função, lançada no Windows Server 2012, não param de chegar, principalmente porque os administradores estão implementando e usando o recurso, que tem trazido economia na alocação de storage, e reduzido custos com backup e outros. Uma das novidades impressionantes que foi adicionada foi a capacidade de economizar até 90% dos volumes de armazenamento, usando ponteiros lógicos nos metadados de arquivos que são considerados “duplicados”, conforme explicamos no artigo anterior.

Já no Windows Server 2012 R2 foram adicionadas novas funcionalidades e recursos, otimizando ainda mais algumas funções específicas de VDI (Virtualização de Desktops). Veja a tabela abaixo:

Para as versões do Windows Server 2016, a Microsoft preparou uma gama de novidades e atualizações das funções que já existiam. Por exemplo, houve um esforço grande da parte do time de desenvolvimento de Produtos para que o Deduplication suportasse e trabalhasse melhor com arquivos grandes e volumes estendidos. Para isso, foram atualizados componentes que suportassem arquivos de 1TB e volumes contendo uma quantidade enorme de arquivos. Outra novidade também foi a otimização das tarefas de execução dos jobs de deduplicação por CPU, aumentando a capacidade de processamento e deduplicação de dados e destes chamados “grandes volumes”. Como exemplo desta melhoria, temos a imagem de capa deste artigo que deixa isso mais claro e explicado de forma gráfica. 😉

Foram também incluídos suporte aos novos produtos do Windows Server, como Nano Servers e Cluster Rolling Upgrade. Veja abaixo a tabela completa:

Uma das questões interessantes e mais fantásticas do Deduplication do Windows Server é a sua resiliência. Esta função usa dois atributos em seu Core de funcionamento: o File System Filter e o Reparse Point. O primeiro deles é um recurso que redireciona a leitura do conteúdo otimizado pelos demais que farão a leitura, para que isso seja transparente para usuários e aplicações de terceiros, através da utilização da DLL Dedup.sys. Já o segundo garante uma tag diferenciada para que o sistema altere a forma como o I/O e o acesso aos arquivos deduplicados serão realizados. O conjunto destas features faz uma combinação poderosa, que consegue por exemplo ler a deduplicação dos arquivos mesmo se a função de Dedup estiver desabilitada no servidor.

  • Como assim?

Fiz um teste recentemente, formatando um servidor de laboratório (nunca faça ações deste tipo em produção sem um backup válido) que estava com Windows Server 2012 R2 com a função de Dedup habilitada. Ele estava otimizando 75% do disco, que já possuía mais de 700 GB de dados, sendo que seu tamanho original era de 500 GB. Se eu desativasse a função, os arquivos voltariam ao tamanho “real” e não caberiam no disco. Ou seja, eu teria que deletar alguns arquivos.

Lendo mais sobre a função e seus recursos, percebi estes pontos citados acima. Conversei com alguns amigos especialistas e MVPs de Cloud and Datacenter Management, e percebi que poderia fazer uma instalação limpa do Windows Server 2016 sem me preocupar com o Dedup. Isso mesmo, uma instalação LIMPA! Sem upgrade, sem instalação “por cima”…tudo do zero.

Após finalizar e de forma bem sucedida, o relato técnico e pessoal para vocês fica sendo esta descrição acima. Basicamente, o Deduplication habilita em cada arquivo uma informação sobre seu status atual de otimização, que deve ser interpretada de forma diferente pelo Sistema Operacional. Como o Windows já tem informações que analisam e entendem a Deduplicação, o sistema apenas interpreta e aceita aqueles dados, da forma como já foram otimizados. Até que você instale a função novamente, como no meu caso, você não terá novos dados Deduplicados. Porém, os dados antigos continuarão otimizados no S.O.

Espero que esta experiência “real” possa mostrar um pouco mais para vocês da capacidade do recurso, e de suas ilimitadas funções e aplicabilidades!

 

Referências

Data Deduplication Overview

Understanding Data Deduplication

What’s New in Data Deduplication

Data Deduplication interoperability

 

Abços e até o próximo!

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Sobre MVP Bruno Lopes

Profissional MBA em Redes de Computadores e Telecomunicações, MVP Microsoft e atualmente Technical Trainer e Engenheiro de Suporte na Microsoft/Wipro, especialista em Exchange/Office 365; sou mais um voluntário desta grande pátria de blogueiros a me dedicar em prol das informações compartilhadas à todos...Se já me salvou um dia, creio que ajudará a muitos mais...

Publicado em 14/05/2017, em Servidores Windows, Tecnologia, Windows e marcado como , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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